1. Gravidade - Tess Gerritsen
2. Genética: escolhas que nossos avós não faziam - Mayana Zatz
escopometria
A validade das ações
Quando me tornei ateu, entre 2003 e 2004, meu principal motor propulsor era o fato de viver sem os grandes e ilógicos preconceitos disseminados pela religião. Acredito que em muitos momentos nesses anos fracassei, pois acabei me posicionando de maneira tão ridícula com os religiosos como os religiosos se posicionam, em geral, com os ateus.
Acredito no bom senso e torço para que ele se estabeleça de forma definitiva na sociedade brasileira dentro de algumas décadas, ao menos para a maioria da população. A questão religiosa no Brasil me enoja profundamente. Aí entra o bom senso: procurar de todas as formas possíveis externar minha repulsa à religião e à crenças absurdas ao menor número de pessoas possível.
De qualquer forma, continuo com minha maneira de ver a vida inabalável. Isso é o que importa. Pra mim.
Acredito no bom senso e torço para que ele se estabeleça de forma definitiva na sociedade brasileira dentro de algumas décadas, ao menos para a maioria da população. A questão religiosa no Brasil me enoja profundamente. Aí entra o bom senso: procurar de todas as formas possíveis externar minha repulsa à religião e à crenças absurdas ao menor número de pessoas possível.
De qualquer forma, continuo com minha maneira de ver a vida inabalável. Isso é o que importa. Pra mim.
A dualidade entre prazer e responsabilidade
Uma das minhas primeiras filosofias de vida, depois de ter abandonado por completo a religião e tentado por vários caminhos buscar alguma outra ideia sobre o mundo que me cerca, foi tirada da minha própria cabeça, com pouca influência de terceiros, já que a Filosofia propriamente dita foi uma das últimas coisas a que dediquei meu tempo de leitura.
A filosofia de vida em questão era: não há sentido na vida, se não houver prazer.
Não importa quanto tempo dure sua vida, faça o que te agrade e busque prazer nas experiências como se cada dia fosse o último, ou mesmo por agradecimento às circunstâncias por mais um dia de vida.
Ótimo, claro, plausível e, aparentemente, conclusivo. A resposta na vida, porém, não pode estar unicamente na busca pelo prazer.
É preciso batalhar pelo o que nós desejamos na nossa única passagem consciente pelo arranjo improvável de átomos que encerra nosso organismo e, mais do que isso, manter o que conquistamos. Porém, essa manutenção só existe através de muita responsabilidade e de clara maturidade perante os acontecimentos da vida.
Podemos fazer o que bem entendermos, mas não temos o direito de magoar terceiros ou destruir a vida alheia, seja da forma que for. Se um homem quer fazer o lhe vier pela cabeça, que faça. Mas é absolutamente indesejável que um homem faça o que bem entender tendo mulher e/ou filhos, só pra citar um exemplo.
A vida cobra seu preço e, a partir do momento que foi definido o que se deseja fazer, é rigorosamente necessário que se defina o preço a se pagar. Responsabilidade com os sentimentos e com o futuro alheios é o mínimo que pode-se pedir a um ser humano minimamente consciente.
A filosofia de vida em questão era: não há sentido na vida, se não houver prazer.
Não importa quanto tempo dure sua vida, faça o que te agrade e busque prazer nas experiências como se cada dia fosse o último, ou mesmo por agradecimento às circunstâncias por mais um dia de vida.
Ótimo, claro, plausível e, aparentemente, conclusivo. A resposta na vida, porém, não pode estar unicamente na busca pelo prazer.
É preciso batalhar pelo o que nós desejamos na nossa única passagem consciente pelo arranjo improvável de átomos que encerra nosso organismo e, mais do que isso, manter o que conquistamos. Porém, essa manutenção só existe através de muita responsabilidade e de clara maturidade perante os acontecimentos da vida.
Podemos fazer o que bem entendermos, mas não temos o direito de magoar terceiros ou destruir a vida alheia, seja da forma que for. Se um homem quer fazer o lhe vier pela cabeça, que faça. Mas é absolutamente indesejável que um homem faça o que bem entender tendo mulher e/ou filhos, só pra citar um exemplo.
A vida cobra seu preço e, a partir do momento que foi definido o que se deseja fazer, é rigorosamente necessário que se defina o preço a se pagar. Responsabilidade com os sentimentos e com o futuro alheios é o mínimo que pode-se pedir a um ser humano minimamente consciente.
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Comportamento,
Vida
Olá, sabia que você também é ateu?
Basta analisar, com sinceridade, três pontinhos básicos:
1 - Você não acredita no deus das outras religiões. Ora, o seu deus é só mais um na multidão e sua religião vai ser considerada mitologia para as crianças do século XXV.
2 - Você acha que as desgraças são coisas que simplesmente acontecem, que seus filhos não devem ser mortos se te responderem mal, muito menos que seus vizinhos devem ser sumariamente apedrejados caso trabalhem no sábado. Resumindo: você não dá valor a nenhuma linha da Bíblia.
3 - No fundo, você sabe que é ridiculamente absurdo que, algum dia, um rapaz tenha transformado água em vinho, um senhor tenha divido as águas de um mar com um cajado e um morto tenha voltado a viver após um estalo de dedos.
Você é ateu!
Tenha um bom dia :)
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Ateísmo
A teoria da folha da árvore
Nunca consegui entender o que querem dizer os crentes com "Uma folha de uma árvore não cai sem que deus não queira assim". Ora, há algo mais antinatural que um pensamento absurdo desses? Como tudo na mitologia cristã, essa é mais uma ideia aceita, mas nunca questionada. Só que pra refutá-la não é preciso de muito esforço.
Vamos imaginar uma situação vista sob o prisma da ideia de que tudo acontece sob a supervisão divina: João estava andando de bicicleta e, não avistando uma pedra em seu caminho, acabou derrapando. Caiu e quebrou o braço. O pai de João olha a cena e diz: "É uma pena, mas fazer o que? Uma folha de uma árvore não cai sem que deus não queira assim". Há lógica nesse tipo de ideia? Se você acha que sim, tente então imaginar o desfecho dessa história.
Com toda a certeza, ao invés de pedir a deus para que calcifique o braço de seu filho, o pai de João irá levá-lo ao hospital. Só que para a teoria da folha da árvore isso é um completo absurdo! Ora, se deus quis que João quebrasse o braço, quem é esse tal de médico pra querer consertar a situação? É óbvio que o pai de João não vai levar em consideração sua ideologia (Deus destrói, mas consertar é pedir demais) e vai se deixar, sem pensar, levar pela razão. Vai levar seu filho a quem realmente pode curá-lo depois de um acidente fortuito.
Para a famosa e nunca questionada Teoria da Folha da Árvore, a Medicina, por si só, já é uma aberração. Um caminho antinatural que quer tirar de deus o poder de matar suas marionetes com tumores, hemorragias, viroses, bacterioses e acidentes de toda espécie.
É certo que no futuro não existirão mais tetraplégicos. Também não existirão mais cegos, mudos ou surdos. É certo também que a AIDS e os vários tipos de câncer, hoje comuns, façam parte da história. Síndrome de Down nem pensar. Mas é claro, mais certo que isso tudo, é que todo o avanço nesse aspecto não é originado da vontade dos deuses da mitologia moderna, mas da inteligência, competência e persistência humana.
Cristãos enchem as filas dos postos de saúde em épocas de vacinação, usam uma quantidade infinitamente diversificada de remédios e sabem que só poderão ser tratados por outra pessoa, um profissional da saúde, de preferência. É engraçado saber que existam tantas pessoas, ainda hoje, que juram que acidentes só acontecem por conta da vontade de deus e que temos que nos resignar.
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Ateísmo
Como educar os filhos numa família ateia
Lembro-me de uma discussão num fórum ateu da qual participei há alguns anos que colocava em pauta a relação entre pais ateus e seus filhos. A pergunta era "Como falar sobre ateísmo com seus filhos?". Algumas respostas me surpreenderam como a de uma garota que chegou a dizer que "desistiria" de pensar sobre o ateísmo simplesmente porque não saberia colocar a questão na esfera familiar. Uma grande bobagem.
É uma questão muito interessante, apesar de não considerá-la tão complexa como dizem. Acho que podemos dividir esse assunto em 3 partes: o respeito às religiões, a natureza humana e os "bons modos" na sociedade.
No que concerne às religiões, não as respeito. E não é uma questão de desprezo, muito pelo contrário, ataco a intromissão, a hipocrisia e o ódio religioso. Não posso me conformar com o frenesi católico no debate de questões como o uso células-tronco embrionárias e a descriminalização do aborto, sendo que a Igreja, recentemente (numa perspectiva histórica), queimava índios, mulheres e cidadãos inocentes, vivos e desesperados, a seu bel prazer.
Não se pode colocar o religiosos como centro de ataques, mas não se pode jamais incutir na criança a obediência cega à religião, deixando-a, assim, questionar todo o resto. É um crime que pais ateus, com uma oportunidade de ouro de colocar um ser humano polidamente inteligente e de bem com a vida e consigo mesmo no mundo, se satisfaçam em criar apenas mais um gado.
Pais ateus devem entender que a ideia do ateísmo não vai criar nenhum problema na cabeça das crianças, até porque elas nasceram ateias!
O segundo ponto, a natureza humana, é bem interessante. É estúpido classificar uma criança como comunista, liberal, marxista, petista ou com qualquer roupagem ideológica que seja, justamente porque sabemos que crianças não estão interessadas e muito menos possuem discernimento para esse tipo de questão.
Por que diabos, então, pais cristãos rotulam seus filhos de cristãos? Bebês rezam? Claro que não. Todas as crianças nascem ateias. E se você me perguntar: "Ora, mas se você diz que elas não possuem discernimento, como seriam ateias?", eu te responderei com a maior facilidade do mundo que não há ideologia no ateísmo. Por isso que todas as crianças nascem, quer queiramos ou não, cristalinamente ateias.
Não deveríamos ter medo de preparar nossos filhos pra viver com a verdade. Eles já nasceram com ela, basta cultivar.
Terminarei falando sobre como ateus e, principalmente, pais ateus devem orientar seus filhos a se portar socialmente. Ensinar a dissimulação para nossos pequeninos parece um tanto quando precipitado e perigoso. Em certa medida é o que deve ser feito, mas de maneira sutil, claro.
Lembremos que nossos filhos, automaticamente, nos copiam, e há uma forte carga genética nisso. Enquanto em várias outras espécies os filhotes são largados para aprender com a vida, nossas crianças precisam de cuidados e aprendem, desde cedo, a respeitar a autoridade. Passam a saber o que é certo e errado. Pelo menos, o que foi colocado como certo ou errado.
Apesar de crianças não serem adeptas a meio termos, é o que precisamos, com paciência, colocar em suas cabeças. Nossos filhos devem saber que é preciso respeitar a posição alheia, porém, é necessário que se tenha personalidade e saiba se portar com o que acredita ser verdadeiro; que não há motivos para recusar participar de atividades que não envolvam o seu conjunto de crenças, porém, é preciso não se deixar levar pela autoridade de terceiros.
Por último e principalmente: é preciso reconhecer-se como ateu, saber o que isso significa e sentir-se livre para buscar alguma outra ideia que acredite ser verdadeira, porém, que, em qualquer caso, tenha-se a malícia de saber quando dizer, o que dizer e com quem dizer.
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Ateísmo
É possível mostrar as provas da inexistência de Deus?
Não deveria ser necessário dizer certas coisas para pessoas adultas. Nenhuma delas (espero) acredita em fadas, duendes ou no clássico e simpático Papai Noel. Porém, na sociedade atual a crença em um ser que nunca pôde ser provado como real parece ser indiscutível, essencial e totalmente plausível.
Nessa sociedade, em todos os questionamentos sobre a existência de Deus e a conduta pessoal, sempre surge uma questão infantil, mas, que incrivelmente, parece pertencer ao mais alto patamar da intelectualidade teísta: "não se pode provar a inexistência de Deus.
Essa questão é, na melhor das hipóteses, redondamente estúpida. Ora, se eu te digo que existe um jacaré azul com dorso amarelo e olhos vermelhos, que ronca e flutua debaixo da minha cama, é óbvio que você não vai acreditar até que eu prove materialmente sua existência. O mesmo pode ser dito sobre os poderes sobrenaturais que eu viesse jurar existirem em uma garrafa PET laranja com um garfo retorcido fincado na sua tampa, que vive sobre minha geladeira (ao lado do meu pinguim de porcelana). A mesma ideia se aplica ao famoso dragão invisível na garagem ou mesmo ao bule voador. É evidente, caro colega, que o ônus da prova cabe a quem afirma.
Se o fato de ter fé e acreditar em coisas absolutamente sem sentido, sem qualquer tipo de prova, fosse somente uma opção pessoal, seria mais do que respeitável. Mas as religiões não aceitam posições contrárias, nem em pleno século XXI. Os religiosos julgam, se colocando como intocáveis, numa posição clara de desconforto ante uma gama cada vez maior de evidências científicas que corroboram as ideias dos “descrentes”. Bondade e honestidade não dependem da crença em entidades supra-humanas, essa é a grande questão.
Por fim, ser ateu é não ter a crença na existência de nenhum tipo de deus. Não há regras nisso, é apenas um detalhe. Os cristãos, por exemplo, não acreditam em quaisquer outros deuses. Os ateus também não. Ser ateu não significa ser justo, complacente, bondoso e honesto, assim como não significa ser cruel e corrupto. Ser ateu também não significa acreditar na teoria da evolução, muito menos no big bang. Ateus não precisam acreditar na ciência como caminho pra qualquer tipo de verdade. Ateus simplesmente não acreditam em deuses. Não é difícil entender.
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Ateísmo
Um mundo sem deus
A cultura religiosa nos travou de tal maneira que sequer conseguimos imaginar um mundo sem religião. Os crentes diriam o mesmo de sempre sobre esse tipo de pensamento: "é absurdo imaginar um mundo sem deus" e tudo o mais que sempre dizem e que não faz qualquer sentido.
Mas eu me pego imaginando, por vezes, um mundo completamente novo. Suponhamos que um determinado grupo de cientistas descobrisse um novo planeta numa galáxia não muito distante (quiçá na própria Via Láctea) assustadoramente semelhante ao planeta terra e em um estágio tal de evolução da natureza que possibilitasse a existência humana de maneira natural.
Imagino jatos imensos pousando no novo planeta. Os cientistas (eu entre eles) descendo com suas famílias e seus amigos. Um novo planeta, repleto de vida e beleza sendo invadido por seres conscientes e verdadeiramente inteligentes. Sem a ideia primitiva e infantil da existência de deuses, sem a presença nefasta das religiões. Um novo mundo, repleto de conhecimento e harmonia entre os seres humanos, no qual a única preocupação é com a vida em si, e não com delírios absurdos e desnecessários.
O asco que sinto do mundo em que vivo quando penso nesse outro mundo é tamanho que é melhor parar de sonhar. O choque com a realidade pode ser forte demais.
A vida pode sertão boa. Pra que a fé?
Sobre a brevidade da vida
Há pouco tempo, quando a expectativa de vida era de cerca de 30 anos, eram taxados de lunáticos os que diziam que um dia a referida taxa chegaria aos 90 anos. Vivemos hoje nessa era. E, da mesma forma, corroborando a tese de que o ser humano não se cansa de errar, ridicularizamos quem diz que um dia viveremos 300 anos. É claro que viveremos. Bastou uma ou outra droga e algumas informações nutricionais adicionais para fazer com que a expectativa de vida triplicasse em pouquíssimo tempo. É claro que os avanços da engenharia genética nos proporcionarão uma vida muito mais longa daqui a algumas décadas.
Mas o engraçado é como eu vejo isso ainda como tão pouco. Tenho uma visão "universal" da vida. Acho que a consciência deveria durar para sempre, podendo ser desligada quando seu dono bem pretendesse. Nessas horas a ideia de um deus e um "outro lugar" vem a ser interessante. Mas vou me ater ao que muitíssimo provavelmente existe, ou seja, um mundo físico, concreto, sem paraísos: a vida é absurdamente curta. Não dá tempo pra praticamente nada. Já acharia pouco ver meus décimos netos, imagina observar que poucas são as pessoas que tiveram a oportunidade de conviver com seus bisavós. Absurdo. Mal dá tempo de suspirar com algum pingo de dignidade.
É nessas horas de reflexão fria e calculista que percebo o quão inócua é a vida de quem se dedica ao acúmulo. O acúmulo é completamente inútil. A vida se desfaz e com ela todos os nossos esforços, todas nossas tristezas, todas as alegrias, toda a inteligência, todo conhecimento e todo o dinheiro. Nessas horas percebo a lógica de uma vida na qual retirássemos coisas ao invés de catarmos o que aparecer pela frente. Não significa de maneira alguma deixar de acumular no mundo aparente, mas esse acúmulo deve ser o reflexo de um esvaziamento do mundo sensível, no sentido de nos polirmos cada dia mais. No sentido de entendermos a brevidade da vida e irmos nos despindo constantemente dos nossos preconceitos, das nossas raivas e das divisões que criamos física ou mentalmente.
O sucesso na vida financeira de nada adianta se não vier acompanhado da consciência sobre a realidade do mundo em que vivemos e da real importância do dinheiro e das pessoas. O acúmulo de conhecimento de nada adianta se não vier acompanhado com um sentimento de amadurecimento frente ao que significa sabedoria. O acúmulo de experiências de nada adianta se não vier acompanhado da compreensão sobre a vida, a morte e a felicidade.
Honestamente, não me importo com a morte. Não há sequer muita lógica em comentar sobre isso. A morte é nada. Ninguém debate sobre o nada. A morte sequer existe no mundo material. O que existe é a morte da consciência, irrelevante para a natureza. A vida material, os trilhões de átomos borbulhantes no corpo de cada ser humano, vão continuar do mesmo jeito. A morte é um rearranjo desses átomos - devido a vida nada proveitosa de alguns, um rearranjo, convenhamos, muito oportuno - que nos mostra que a vida sempre foi eterna, a despeito das nossas tentativas de criar áureas místicas sobre tudo e sobre todos.
O que eu me importo e me incomoda de certa maneira é o que fazer com a vida, a vida humana, consciente, a vida do relacionamento, da alegria, da dor sentimental, do conhecimento, da compreensão. Quero o melhor para mim, para as pessoas que amo e para muitos que eu sequer conheço ou conhecerei um dia. Minha visão sobre o trabalho é essa: transformação. Quero mudar a vida das pessoas. Quero me sentir verdadeiramente útil. Pouco me importa o dinheiro ou o sucesso. Quero meus momentos de alegria e de paz. Mas alegria e paz só existem com frequência na vida dos que amam: sua mulher, seu marido, seus filhos, seus amigos, seu trabalho. A morte não interessa. A base da vida é, provavelmente, o amor. Vamos nos ater ao amor. O resto é secundário.
Público e privado na sociedade da informação
É importante que
governo e sociedade discutam, na era da informação na qual estamos
inseridos, caminhos para que sejamos ponderados e busquemos entender
melhor as ferramentas à nossa disposição, para que não prejudiquemo-nos
pelo uso de recursos potencialmente benéficos.
Na era digital, evidencia-se a troca de ideias e valores, numa rede global de compartilhamento, a uma velocidade jamais imaginada, o que pode servir para a valorização da pluralidade cultural, étnica e linguística, sendo os recursos disponíveis para tal, possuidores não só de grande potencial para disseminação de valores humanos, como de via para o compartilhamento de informações e debate frente à uma gama quase irrestrita de opiniões e perfis.
Concomitantemente, é importante observar que tal compartilhamento - muitas vezes visto como uma interseção entre o público e o privado na medida em que esquece-se que a privacidade não é garantia de anonimato - se dá através de indivíduos que, apesar de servirem-se de aparatos tecnológicos, continuam sendo vistos com uma identidade, muitas vezes a do "mundo real", relacionando-se seu perfil com suas informações, de domínio público.
Portanto, o respeito às diferenças, a polidez na emissão de opiniões, a busca por um conhecimento maior dos recursos disponíveis para a disseminação de informações, além do entendimento sobre a esfera que engloba o público e o privado são imprescindíveis à uma sociedade que busca, no acesso à rede, um modo de inclusão e valorização não só de cada indivíduo, mas de seu próprio futuro.
Na era digital, evidencia-se a troca de ideias e valores, numa rede global de compartilhamento, a uma velocidade jamais imaginada, o que pode servir para a valorização da pluralidade cultural, étnica e linguística, sendo os recursos disponíveis para tal, possuidores não só de grande potencial para disseminação de valores humanos, como de via para o compartilhamento de informações e debate frente à uma gama quase irrestrita de opiniões e perfis.
Concomitantemente, é importante observar que tal compartilhamento - muitas vezes visto como uma interseção entre o público e o privado na medida em que esquece-se que a privacidade não é garantia de anonimato - se dá através de indivíduos que, apesar de servirem-se de aparatos tecnológicos, continuam sendo vistos com uma identidade, muitas vezes a do "mundo real", relacionando-se seu perfil com suas informações, de domínio público.
Portanto, o respeito às diferenças, a polidez na emissão de opiniões, a busca por um conhecimento maior dos recursos disponíveis para a disseminação de informações, além do entendimento sobre a esfera que engloba o público e o privado são imprescindíveis à uma sociedade que busca, no acesso à rede, um modo de inclusão e valorização não só de cada indivíduo, mas de seu próprio futuro.
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