Quando a intempestividade cessa, a frieza toma o lugar dos gestos exacerbados de raiva e o desejo pela morte alheia passa a vir à mente como um agradável e inofensivo pensamento.
Era, precisamente, a história de uma funcionária, que rezava com toda sinceridade, todas as noites, pela morte do patrão, e ainda dizia à Deus que o respeitaria, pois tinha verdadeira fé que não o veria por muito mais tempo.
Pouco se sabe sobre o desfecho da história, que, com boas doses de razão ficou conhecida como a do desprezo completo, com doses de raiva e nojo.
Por fim, acabou-se por considerar uma história triste, dessas que se contam às crianças, quando não se tem nada melhor a fazer, com o intuito de polir os pensamentos infantis.
Em particular, digo que chega a ser constrangedor. É o caso do indivíduo, patético em absoluto, que se acha o centro do mundo, mas não percebe que todos zombam dele bem na sua cara.