A composição foi criada por Eduardo Gudin e eternizada na maior voz feminina da história do samba, Beth Carvalho.
Resume, de certa maneira, o que eu penso sobre ateísmo: uma posição que, apesar de serena e racional, incomoda aos que estão do lado de dentro da bolha como poucas coisas na vida. O motivo é óbvio: o medo, alicerçado na total incapacidade de lidar com o mundo real, em detrimento do mundo fantástico.
Um velho ateu, um bêbado cantor e poeta, que na madrugada cantava essa canção, seresta: "Se eu fosse Deus a vida bem que melhorava. Se eu fosse Deus daria aos que não tem nada". E toda janela fechava pros versos que aquele poeta cantava. Talvez por medo das palavras de um velho de mãos desarmadas.