O temido vírus com seus dias contados pela Ciência

A era da tecnologia na qual estamos inseridos talvez dê a resposta ao avanço da AIDS no mundo, doença causada por um determinado tipo de vírus, que por sua alta taxa de mutabilidade, escapou à maioria das tentativas da ciência de barrar a infecção. O provável, é que o vírus (ou a doença por ele causada) faça parte do passado.

Provavelmente passada de macacos para seres humanos, a AIDS é, das doenças que emergiram nas últimas décadas, a mais comentada e temida. Independentemente da nacionalidade ou classe social, qualquer pessoa tem o potencial de contato com o vírus causador da doença, o HIV, já que o vírus tem uma determinada forma de contágio para a qual é irrelevante a carga genética do indivíduo ou a região em que se vive. Devido a esse fato, o contágio pelo vírus ganhou repercussão mundial desde os anos 1970 e é alvo da ciência há décadas, através de várias tentativas (frustradas) de barrar a contaminação.

Antes restrito a determinados círculos, conhecidos como grupos de risco (como homossexuais, usuários de drogas injetáveis ou hemofílicos), o vírus se disseminou por todo o planeta, atingindo principalmente os países africanos, carentes de assistência médico-hospitalar e, principalmente de informação. O avanço da ciência já demonstrou alguns resultados, mesmo que sutis. O coquetel usado no combate à disseminação do vírus dentro do organismo infectado, por exemplo, tem mostrado bons resultados em alguns pacientes, assim como o contínuo aperfeiçoamento no que se refere ao entendimento do mecanismo de infecção e á estrutura viral, tem feito com que os cientistas chegassem a importantes avanços teóricos.

Além do entendimento do que pode ser feito pela qualidade de vida das pessoas infectadas, um dos grandes focos da ciência hoje em dia, que conta com aparatos tecnológicos cada vez mais sofisticados, é conseguir barrar definitivamente o processo de contágio. Tendo como base as sutis melhoras no tratamento da doença, a disposição atual da ciência para acabar com a disseminação (ou mesmo com os sintomas) e o contínuo avanço tecnológico, tudo leva a crer que o vírus causador da AIDS esteja com seus dias contados.