É importante que
governo e sociedade discutam, na era da informação na qual estamos
inseridos, caminhos para que sejamos ponderados e busquemos entender
melhor as ferramentas à nossa disposição, para que não prejudiquemo-nos
pelo uso de recursos potencialmente benéficos.
Na era digital,
evidencia-se a troca de ideias e valores, numa rede global de
compartilhamento, a uma velocidade jamais imaginada, o que pode servir
para a valorização da pluralidade cultural, étnica e linguística, sendo
os recursos disponíveis para tal, possuidores não só de grande potencial
para disseminação de valores humanos, como de via para o
compartilhamento de informações e debate frente à uma gama quase
irrestrita de opiniões e perfis.
Concomitantemente, é
importante observar que tal compartilhamento - muitas vezes visto como
uma interseção entre o público e o privado na medida em que esquece-se
que a privacidade não é garantia de anonimato - se dá através de
indivíduos que, apesar de servirem-se de aparatos tecnológicos,
continuam sendo vistos com uma identidade, muitas vezes a do "mundo real", relacionando-se seu perfil com suas informações, de domínio público.
Portanto, o respeito às diferenças, a polidez na emissão de opiniões, a
busca por um conhecimento maior dos recursos disponíveis para a
disseminação de informações, além do entendimento sobre a esfera que
engloba o público e o privado são imprescindíveis à uma sociedade que
busca, no acesso à rede, um modo de inclusão e valorização não só de
cada indivíduo, mas de seu próprio futuro.